Você provavelmente
conhece alguém que já fez cirurgia para retirar as amígdalas. O procedimento é
tão comum que gerou até uma polêmica: afinal, é mesmo necessário tirar essa
parte do corpo?
Um estudo mostrou
que remover as amígdalas na infância pode triplicar o risco de doenças
respiratórias como asma, pneumonia e gripe na vida adulta. Agora, uma pesquisa feita
na Inglaterra crava uma afirmação ainda mais surpreendente: nove em cada 10
operações para remover as amígdalas das crianças podem ser desnecessárias.
Antes de tudo, é bom lembrar o que são as tais das
amígdalas: órgãos do sistema linfático localizados na garganta, que estão
cheios de glóbulos brancos, ou seja, células de defesa. Durante a infância,
quando o sistema imunológico da pessoa está em desenvolvimento, as amígdalas
são essenciais no combate a agentes nocivos, como vírus e bactérias.
Os especialistas da Universidade de Birmingham
alertam que o procedimento de retirada desses órgãos pode fazer mais mal do que
bem. O estudo se baseou em um banco de dados que contém registros médicos
de todo o Reino Unido, e analisou os dados registrados entre 2005 e 2016 a
respeito de pessoas com até 15 anos. No total, foram considerados dados de mais
de 1,6 milhão de pacientes. A equipe descobriu que, em poucos desses casos,
havia sinais claros e inequívocos de que a operação era necessária.




