“SÉRGIO SAMPAIO”
Voltando ao assunto : Sérgio Sampaio, classificado juntamente com Tim Maia, Raul Seixas e alguns outros como sendo um dos compositores “malditos” da nossa música, viveu pouco e produziu, digamos, bem.
Deixando a carreira de radialista em sua terra, Cachoeiro do Itapemirim, mesma cidade natal de Roberto Carlos, filho de Raul Gonçalves Sampaio, maestro de banda e compositor (é de sua autoria Cala a Boca, Zébedeu), veio a conhecer o sucesso no Rio de Janeiro, pelas mãos de Raul Seixas, de quem se tornou grande amigo. Ao lado de Raul, lançou, em 1971, o álbum “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão Das 10”, do qual participam Miriam Batucada e Edy Star. Compôs músicas de relativo destaque na época, gravadas pelo Trio Ternura, José Roberto, Renato e Seus Blue Caps e Tony e Frankie. Seu primeiro “compacto simples” contendo as músicas “Classificados nº 1” e “Não Adianta” não chegou a ser muito conhecido, até que, em 1972, lançou “Eu Quero é Botar Meu Bloco Na Rua”, música participante do IV Festival Internacional da Canção, alcançando projeção nacional e tornando-se um dos maiores sucessos do carnaval de 1973, valendo-lhe o Troféu Imprensa como revelação de 72, na Rede Globo, quando lá ainda trabalhava Sílvio Santos. O tamanho do sucesso da música assustou o compositor e cantor, que se tornou arredio e paranóico, quase abandonando a carreira.
Após alguns discos gravados, incluindo-se “Meu Pobre Blues”, afastou-se das atividades artísticas. Boêmio por natureza, viria a enfrentar diversos problemas de saúde, caindo no ostracismo e, retornando às lides, suas apresentações ficaram restritas apenas a pequenas apresentações no circuito universitário e pequenos bares e boates.




