Franca é uma das grandes produtoras do arábica no Brasil e exportadora do produto
O café arábica, tradicional na região de Franca e considerado mais suave e adocicado, provavelmente vai recuperar na safra atual alguma participação perdida na composição do “blend” do produto torrado e moído vendido aos consumidores brasileiros, na avaliação de analistas.
Isso pode acontecer pela firmeza dos preços locais dos grãos canéforas — conhecidos como conilon ou robusta e naturalmente mais amargos que o arábica — em meio à sustentação do mercado global da variedade, que atingiu um nível recorde em junho devido a uma oferta apertada em países como Vietnã e Indonésia.
A conjuntura também considera dados do governo brasileiro de uma safra maior de arábica no Brasil, segundo consumidor global de café, enquanto a colheita de canéforas será menor no país.
O consumo de grãos arábicas no Brasil poderia dobrar em 2023/24 para 6,6 milhões de sacas de 60 kg ante o ciclo anterior, enquanto a demanda da indústria por canéforas cairia de 18,7 milhões de sacas em 22/23 para 15,5 milhões de sacas na temporada atual, na visão da empresa de consultoria e gestão de riscos hEDGEpoint Global Markets.




