Nesta sexta-feira, dia 15 de julho, acontece mais uma ação do projeto “Cine Legal”. O filme em cartaz será “O homem que virou suco”.
Do diretor João Batista de Andrade, o drama aborda a resistência de um poeta popular diante de uma sociedade opressora, que o obriga a eliminar suas raízes.
Deraldo, poeta popular do Nordeste, chega à capital de São Paulo sobrevivendo apenas de suas poesias e folhetos. Tudo vai muito bem até ele ser confundido com um operário de multinacional que matou o patrão em uma festa em que recebeu o título de operário símbolo.
Ele, então, passa a ser perseguido pela polícia e perde sua identidade e sua cidadania. Obrigado a trabalhar, ele refaz a trajetória de um migrante na grande metrópole: a construção civil, os serviços domésticos, o metrô, a humilhação e a violência.
Arrasado, o poeta só vê uma saída: encontrar o verdadeiro assassino e escrever a história do operário que matou o patrão. Essa busca revela um outro lado da operação. O poeta completa sua visão crítica, irônica e demolidora sobre o esmagamento do homem na sociedade industrial. E acaba por escrever o folheto que dá o título de “O Homem que Virou Suco”.
O longa foi premiado como Melhor Filme no Festival Internacional de Moscou; Melhor Ator (José Dumont) no Festival de Nevers (França); Prêmio da Crítica no Festival Internacional de Huelva (Espanha); Prêmio Mérito Humanitário – Juventude Soviética – Moscou; Melhor Roteiro, Melhor Ator (José Dumont), Melhor Ator Coadjuvante (Denoy de Oliveira) no Festival de Gramado; Melhor Roteiro, Melhor Ator (José Dumont) no Festival de Brasília; Prêmio São Saruê da Federação dos Cineclubes do Rio de Janeiro; e Prêmio Qualidade (Brasil) no Concine.
O evento será realizado na Casa da Cultura e do Artista Francano, que se localiza na região central de Franca, na Rua Oscar Brasilino dos Santos, 1531.
A entrada é franca e aberta ao público. Os interessados podem parecer ao local para assistir ao filme, sem a necessidade de cadastro ou inscrição.
A iniciativa é realizada pela Prefeitura de Franca, através da Divisão de Cultura da FEAC, e Museu da Imagem e do Som.



