O laboratório do professor Fábio Siviero se tornou uma espécie de oficina. As formigas, que são seu principal objeto de estudo, dividem o espaço com sprays, cola, tintas, espátulas e filamentos. Esses materiais são usados para a produção de modelos de embriões, células e tecidos por impressão 3D.
A ideia surgiu porque o acervo do Departamento de Biologia Celular e do Desenvolvimento, ao qual o professor é vinculado, tem várias peças danificadas, impedindo que os alunos possam manipulá-las e entender as estruturas. Além de produzir essas peças com materiais mais resistentes e com custo bem menor do que as peças antigas, Siviero também criou novos modelos.
Por exemplo, o de uma célula de Purkinje, que integra nosso cérebro e é caracterizada por diversas ramificações. Os modelos produzidos pelo professor Siviero estão disponíveis para download sob licença da Creative Commons. Para criar as peças, Siviero utiliza dois modelos de impressora 3D. Uma delas foi adquirida por meio de um edital da Pró-Reitoria de Graduação da Universidade de São Paulo (USP) e a outra, doada pela Receita Federal.
“Identifiquei por algumas etiquetas desse acervo que ele foi confeccionado por artesãos dos anos 30. Peças foram rachando, quebrando, craquelando. A ideia então seria escanear, ou modelar novamente, esses modelos de embriões e fazer por impressão”, explica.




