O Ministério da
Educação (MEC) estuda criar ainda este ano uma nova modalidade do Sistema de
Seleção Unificada (Sisu), chamada Sisu Transferência, voltada para estudantes
que já cursam o ensino superior e querem migrar para uma instituição pública. O
objetivo é preencher vagas deixadas por estudantes que trocaram de curso ou
abandonaram o ensino superior.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 20 de setembro, durante a
apresentação dos dados do Censo da Educação Superior, que mostraram que cerca
de 70 mil vagas nas universidades federais estão ociosas. “Tem vaga, tem
oportunidade para o aluno estar aprendendo dentro de universidade pública e não
estamos preenchendo essas vagas. Isso sem criar despesas novas”, disse o
ministro da Educação, Rossieli Soares.
O sistema deverá funcionar como o Sisu, selecionando estudantes
com base no desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mas como se
tratam de vagas abertas ao longo do curso, serão ofertadas para os estudantes
que já estão no ensino superior particular ou em outra instituição pública e
que desejem fazer a transferência. A ideia já havia sido proposta
anteriormente, em outras gestões no MEC, mas não saiu do papel.
Soares diz que vai se reunir com reitores e construir o programa
para ser lançado em um mês, em outubro. A intenção é que comece a ser aplicado
em 2019. A adesão das universidades será voluntária. “Hoje cada instituição faz
um processo específico, então se você está em uma instituição privada ou em uma
pública e quiser migrar para outra pública, você tem que pesquisar o edital
individualmente, cada uma das regras em cada um dos lugares”, diz o ministro. “O Sisu hoje é uma
ferramenta para que os estudantes que fizeram o Enem possam enxergar suas
possibilidades em várias instituições. Então é dada hoje mais uma ferramenta
para que a rede toda, seja o estudante da privada ou pública possa buscar esse
caminho da transferência com mais facilidade”, completou.




