A criação de cursos
de medicina no país está suspensa por cinco anos, de acordo com portaria
assinada na última quinta-feira, 05 de abril, durante reunião do presidente
Michel Temer com o ministro da Educação, Mendonça Filho, e representantes do
Conselho Federal de Medicina e entidades ligadas ao setor. A medida vale para
instituições públicas federais, estaduais e municipais e privadas. A ampliação
de vagas em cursos de medicina já existentes em instituições federais também
fica suspensa pelo mesmo período.
De acordo com Mendonça Filho, a medida se justifica pela
necessidade de fazer uma avaliação e adequação da formação médica no Brasil.
Segundo ele, foi grande o número de cursos abertos no país nos últimos anos e
agora é preciso zelar pela qualidade. “Teremos moratória de cinco anos para que
possamos reavaliar todo o quadro de formação médica no Brasil. Isso se faz
necessário até porque as metas traçadas com relação à ampliação de médicos no
Brasil já foram atingidas. Mais que dobramos o número total de faculdades de
formação de medicina nos últimos anos, o que significa dizer que há uma
presença de formação médica em todas as regiões do Brasil”, afirmou o ministro.
Mendonça Filho
explicou que duas portarias serão publicadas no Diário Oficial da União
nesta sexta-feira, 06 de abril. Uma estabelece a suspensão da criação de novos
cursos de medicina por cinco anos e a outra orienta os sistemas estaduais e
municipais a cumprirem a norma. “Nos casos das estaduais, a regulação é feita
pelos Conselhos Estaduais de Educação. Elas têm autonomia, de acordo com a
Constituição Federal, assim como as municipais. Mas todas essas regras estão
subordinadas ao comando-geral definido a partir de uma portaria adicional que
foi assinada hoje por mim”, explicou.
Repercussões




