A era da tecnologia aliada ao livre acesso às redes sociais facilita a vida de todos e muda constantemente a forma de interação das marcas com o público. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em dezembro de 2018, aponta que, em média, dois terços da população do país (68,8%) possuem conexão com a internet e que os smartphones continuam sendo o principal meio de acesso, com 97% das pessoas utilizando a internet por meio de seus celulares.
Nesse universo digital, algumas situações se tornam virais e propagam rapidamente. Hoje, os famosos “memes” caracterizam brincadeiras e piadas em citações, vídeos, desenhos e fotos; eles costumam ganhar as redes em uma velocidade intensa. Com um simples aplicativo e uma ideia de sátira, imediatamente se produz um.
Segundo Carlos Eduardo Cruz, docente da área comunicação e artes do Senac Franca, os memes podem elevar o humor para opiniões polêmicas e fortes, mas, antes de querer produzir um, é preciso conhecer a origem da “piada” e fazer uma detalhada avaliação do impacto da brincadeira. “Muitas vezes, são usadas imagens de pessoas ou objetos sem autorização, e isso pode gerar um grande problema”, afirma o profissional.
O docente explica ainda que a internet promove a potencialização da voz de pessoas comuns, sendo uma facilitadora para encontrar grupos com gostos e vontades afins. “Essa constatação por si só já promove o risco da divulgação do meme, seja ele positivo, seja negativo, porque depende do que você comunica e como se conecta com a sua audiência, já que pode gerar uma comoção instantânea.” Isso vale, principalmente, para empresas que desejam aproveitar de situações em alta para repercutir a favor da marca.




