
As dificuldades enfrentadas por uma pessoa que teve câncer não terminam, necessariamente, com a cura da doença. Relatos de pacientes recuperados citam estigmas e desconhecimento em um cenário no qual se busca a reinserção social e profissional. O resultado algumas vezes é o oposto, com a demissão ou, , por exemplo, a revogação de uma nomeação para um cargo público.
Episódios desse tipo estão espalhados pelo País, e parte deles vai parar nos tribunais. Nestes, as decisões são variadas: tanto reconhecem a discriminação dos profissionais com histórico de câncer como também tomam o lado oposto, ao dizer que se trata de uma doença não discriminatória.
Uma pesquisa de setembro feita pelo LinkedIn e pela Fundação Laço Rosa apontou, por exemplo, que 31% das pessoas que têm ou já tiveram câncer continuaram trabalhando durante o tratamento. Outras 18% dizem ter sofrido dispensa discriminatória, enquanto 26% desconheciam o termo.




