O mercado brasileiro de café trabalhou nesta segunda-feira (03) sem sua principal referência, a Bolsa de Nova York (ICE Futures US), e os preços ficaram estáveis na maioria das praças. As negociações seguem limitadas por conta das recentes quedas no terminal externo e produtores em finalização de colheita da safra 2018/19 do país.
“A queda das cotações em Nova Iorque e o consequente baixo valor das ofertas, continuam dificultando o fechamento de um volume maior de negócios. Mesmo assim as vendas vão acontecendo por necessidade de ‘caixa’ dos cafeicultores”, disse em relatório na última sexta-feira o Escritório Carvalhaes.
O Escritório aponta ainda que a colheita está se caminhando para o final no país. “Devem faltar ainda uns 5% para serem colhidos, e são significativas as despesas dos produtores”, disse. Enquanto os trabalhos da atual safra se aproximam do final, envolvidos no mercado também já estão em alerta com as floradas precoces.
O momento ideal para a condição acontecer deveria ser nos meses de setembro a outubro, mas alguns locais já apresentam a florada. “Talvez, tivesse sido melhor atrasar para outubro em que teríamos uma colheita mais uniforme, como na safra passada”, disse ao Notícias Agrícolas o produtor rural do município, Alexandre Maroti.




