Um toque de celular
diferenciado, notícias, músicas e antivírus enviados por SMS (sigla em inglês,
que significa serviço de mensagem curta) podem ser serviços adicionais pagos
que o consumidor contrata sem muita clareza do que está acessando. São os chamados
serviço de valor agregado (SVA), que chegam facilmente a qualquer aparelho
celular por mensagem. Os serviços estão no radar da Secretaria Nacional do
Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça, que estuda uma maneira de
regulamentá-los.
Por serem atrelados a serviços de telecomunicação, os SVA não
estão sujeitos à regulamentação e fiscalização da Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel). “Muitas vezes o consumidor recebe uma mensagem
por SMS, clica “sim”, e não sabe que está sendo cobrado. É que a
informação não chega de forma clara para o consumidor, que não sabe que está
contratando, e tem dificuldade de sair desse serviço”, disse a diretora do
Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, Ana Carolina Caram.
Segundo Ana Carolina, a Senacon trabalha em conjunto com a
Anatel para definir uma regulamentação. O texto ainda está em fase de estudo.
A Senacon divulgou nesta quarta-feira, 14 de março, o balanço do
portal consumidor.org.br de 2017. Ao todo, o portal criado para solução de
conflitos entre consumidores, empresas e demais fornecedores registrou, no ano
passado, 470.748 reclamações. A maior parte – 43,3% – é de operadoras de
telecomunicações.




