O Ministério Público emitiu parecer contrário à manobra feita pelo prefeito Gilson de Souza (DEM), de pedir autorização para a Justiça para não fazer depósito de R$ 6 milhões relativos às emendas impositivas do ano de 2016, que beneficiam a mais de 50 entidades assistenciais de Franca.
A intenção inicial do prefeito era transpor os pagamentos para o ano que vem, por meio de um projeto de lei, fazendo com que os recursos das emendas “sobrassem” no orçamento deste ano, dando uma falsa impressão de superávit.
Mas como ele não conseguiu passar o projeto goela abaixo na Câmara, para evitar incorrer em infração contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, Gilson acenou com o depósito judicial dos valores, para que cada entidade “se virasse” para receber.
Para os promotores Murilo Jorge e Fernando Martins, do Plantão Judiciário, afirmam que a forma que o projeto de lei foi apresentado na Câmara não havia condições de ser apreciado pelos vereadores.




