
Os brasileiros que não moram em São Paulo também poderão se vacinar contra a Covid-19 com a CoronaVac, imunizante do laboratório chinês Sinovac, produzido no Brasil pelo Instituto Butantan.
O anúncio foi feito pelo governador paulista, João Doria, nesta segunda-feira (7). A vacina estará disponível a quem tiver interesse, quando aprovada, sem que seja necessário comprovar residência em São Paulo. As informações são do jornal “Extra”, do Rio de Janeiro
“Todo e qualquer brasileiro que estiver em São Paulo e pedir a vacina receberá gratuitamente. Não precisará comprovar residência em São Paulo. Nós fazemos parte do Brasil. E aqui vacinaremos todos que precisarem ser vacinados” afirmou Doria, em coletiva no Palácio dos Bandeirantes.
O plano estadual de imunização contra o coronavírus do governo de São Paulo foi lançado nesta segunda-feira, durante a fase final de testes do imunizante. A documentação final deve ser enviada à Anvisa até semana que vem. Se aprovada, a vacina poderá ser usada a partir de janeiro.
O plano preliminar do Ministério da Saúde prevê um início da vacinação em março de 2021, e não conta até então com o imunizante desenvolvido pelo Butantan. Por isso, o governo de São Paulo lançou uma estratégia paralela de vacinação.
De acordo com Doria, ao menos oito estados já demonstraram interesse na CoronaVac. O governador não informou quais seriam os estados. Em relação às prefeituras, Doria disse que já acertou o uso da vacina com o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, e com Eduardo Paes, eleito no Rio de Janeiro.
A previsão do governo paulista é disponibilizar quatro milhões de doses iniciais a outros estados que tiverem interesse em fazer a imunização contra a Covid-19.
Em São Paulo, a imunização deve começar em 25 de janeiro, caso a vacina seja aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Os primeiros a serem vacinados serão os profissionais de saúde, indígenas, quilombolas e idosos. De acordo com o governo, o grupo representa 77% dos óbitos por Covid no estado.
A vacinação, que terá duas doses, começando em janeiro e, de forma escalonada por idade, segue até 28 de março de 2021. O período entre a primeira e a segunda dose é de 21 dias.



