Continuam sendo atualizados dados, em todo o interior do Estado de São Paulo, sobre a morte de macacos com suspeita de febre amarela, doença que pode ser transmitida aos seres humanos pelos animais.
Em Franca, segundo a Vigilância Municipal, ainda não houve registros, mas as autoridades sanitárias estão monitorando a situação de outros municípios próximos, inclusive Ribeirão Preto.
Na vizinha cidade, a menos de 100 quilômetros de Franca, ao menos 113 macacos foram achados mortos este ano e a causa mais provável é a febre amarela. Postos oferecem a vacina de forma permanente em Ribeirão.
De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, 1.354 macacos morreram este ano, com suspeita de febre amarela, em 167 municípios do interior do Estado de São Paulo. A Vigilância de Franca deve ser comunicada se animais mortos forem encontrados pela cidade.
A Secretaria diz ainda que em 21 casos foi confirmada a circulação do vírus, constatado em 197 animais mortos. Não há números disponíveis sobre Franca e região, mas o órgão afirma que os cuidados devem ser redobrados em todo o interior paulista.
As mortes tinham praticamente cessado no primeiro semestre, mas voltaram a acontecer no início de setembro, principalmente na região de Campinas, onde já foram constatados 188 casos. O ressurgimento de casos levou à retomada na vacinação.
Em humanos, de janeiro à primeira quinzena de outubro, foram 129 casos suspeitos e 50 confirmados, segundo a pasta. Desses, 21 são autóctones e 29 importados. Nove casos autóctones evoluíram para óbito. Há ainda sete mortes em investigação. Dos importados, seis foram a óbito, totalizando 15 mortes no Estado.



