Conforme era previsto – e foi citado várias vezes pelo Jornal da Franca nos últimos meses – o Ministério Público da Cidadania abriu inquérito civil contra o prefeito Gilson de Souza (DEM) para apurar o não pagamento das emendas impositivas do ano de 2016, que já deveriam ter sido repassadas no ano passado.
O promotor Paulo Borges foi procurado, no dia 18 de janeiro, por representante das entidades, que pediram a mediação do Ministério Público para a solução do problema das impositivas. A reclamação tem razão de ser, pois os repasses já deveriam ter sido realizados pelo município. Ao invés de pagar, Gilson optou por fazer um depósito judicial e deixar as entidades “se virarem”.
Sobre as emendas, escreveu o promotor: “É fato público e notório que deveriam ter sido observadas durante o ano de 2017, mas o senhor prefeito não determinou os repasses das verbas incluídas na LDO, o que deve ser melhor apurado para verificação do elemento subjetivo necessário à caracterização de improbidade administrativa”.
Paulo Borges ressalta que as verbas seriam pagas a entidades do terceiro setor, principalmente nas áreas de saúde, educação – que inclui cultura e esporte – e assistência social e que não houve os repasses “mesmo diante da força da legislação em tela”.




