
Apresentadora de um canal com 4.257.198 seguidores no Youtube, a estudante Julia Silva, 13 anos, está se sentindo exposta pela primeira vez. A menina que faz sucesso na internet abrindo bonecas novas em frente à câmera, mostrando o próprio quarto ou compartilhando passeios com a família foi alvo de uma série de notícias nesta semana após o Ministério Público de São Paulo (MPE-SP) pedir à Justiça que o Google derrube 102 vídeos dela e de outros seis youtubers mirins.
Para a promotoria, eles estariam sendo usados por empresas para driblar a lei e fazer propaganda infantil abusiva. Nos vídeos, os jovens influenciadores digitais aparecem desembrulhando brinquedos e mostrando detalhes, modalidade conhecida por “unboxing”.
Também exibem material escolar, falam de novidades no cinema ou programas na TV — segundo o MPE, formas de propaganda disfarçada e ilegal.
O inquérito foi instaurado após denúncia do Instituto Alana, ONG voltada para direito das crianças.




