
A Câmara Municipal de Franca terá, a partir da sessão da próxima terça-feira, sua formação que seguirá até o fim da atual legislatura, em 31 de dezembro.
Com a janela aberta pela Justiça Eleitoral para mudança de partidos para vereadores sem risco de perda de mandato, encerrado no último sábado, houve partido que “morreu”, bancadas aumentaram e encolheram e novas forças políticas surgiram no cenário.
Uma mudança relevante afeta o PSDB. O partido iniciou o atual mandato como a força mais expressiva da Câmara. Tinha quatro vereadores eleitos: Jepy Pereira, Valéria Marson, Adérmis Marini e Donizete Mercúrio. Destes, o primeiro faleceu, a segunda mudou de partido e somente os dois últimos permanecem fieis ao tucanato. Ou seja, a bancada foi reduzida pela metade.
O PSB elegeu dois vereadores, Vergara e Cordeiro. Por muito pouco, não elegeu o terceiro. Se Claudinei da Rocha não tivesse trocado a legenda pelo PP, seriam três os representantes da bancada. Mas o filho à casa tornou, após deixar o PP, e a história se refez, no devido tempo. O PSB é hoje, com três cadeiras, a maior bancada da Câmara.
Em contrapartida, o PTB encolheu. Dos dois vereadores eleitos, somente Pastor Otávio continua firme. Bahia decidiu migrar para o novato PTN, que não recebeu votos nas últimas eleições, mas agora além de vereador conseguiu formar uma base eleitoral interessante, com vários políticos experientes. Voz na Câmara, o “nanico” já terá a partir de terça.
Quem também não teve votos, mas agora tem vereador – e dois – é o PSD. Marcelo Valim herdou a vaga de Jepy, depois de sair do PSDB, passar por PPS e chegar à legenda atual. Também saiu do ninho tucano para se filiar à sigla de Gilberto Kassab a vereadora Valéria Marson, mais votada da última eleição, com 5,5 mil votos.
Outro “renascido” da Câmara é o PDT, que oscila bons momentos no Legislativo, chegando a ter Luiz Carlos Fernandes e Graciela David eleitos, a situações de ostracismo.
Agora, sob o comando do vereador Márcio do Flórida, procurará encorpar e voltar a figurar no cenário político. Volta a ter representatividade depois de algumas legislaturas à margem do poder.
Porém, para que o PDT nascesse, foi preciso o PT perder espaço. Quem contava até então com Flórida como representante único no Legislativo, agora não tem mais ninguém, o que não ocorria há muitos anos com o Partido dos Trabalhadores.
Sua aposta é na candidatura de Gilson Pelizaro, que tentará voltar à Câmara depois de oito anos do encerramento de seu último mandato. Para pelo menos voltar a ter voz.
Uns encolhem, outros crescem. É o caso do PMDB, que elegeu somente Daniel Radaeli mas passa a ter dois representantes na Câmara, com a saída de Laercinho do PP e sua volta para o PMDB. Há muito tempo que o partido não tinha dois vereadores o representando.
Ambos, porém, tem ideologias distintas: enquanto Radaeli é duro opositor do governo de Alexandre Ferreira (PSDB), Laercinho é um de seus mais fieis defensores.
E falando em Laercinho e PP, o partido de Paulo Maluf também perdeu sua força na Câmara. Após eleger Laercinho e Claudinei da Rocha, a legenda não tem mais representatividade no Legislativo.
Há meses, após a saída da então presidente, Graciela David, o PP está à deriva e, sem movimentação por parte do diretório estadual, espera um “dono” que o assuma.
Entre os “fieis” às suas origens, estão Cordeiro e Vergara, do PSB, Zezinho Cabeleireiro e Marco Garcia, ambos do PPS, Pastor Otávio (PTB), Radaeli (PMDB), Adermis e Donizete (PSDB) e Nirley de Souza (DEM).
Acompanhe como era e como ficará a representatividade partidária da Câmara e por qual partido o vereador foi eleito e se nele está ou mudou de legenda:
Vereador Eleito
por: Está no:
Valéria
Marson PSDB PSD
Claudinei da
Rocha PP PSB
*Marcelo
Valim PSDB PSD
Laercinho PP PMDB
Márcio
Flórida PT PDT
Bahia PTB PTN
Adermis
Marini PSDB PSDB
Donizete
Mercúrio PSDB PSDB
Marco Garcia PPS PPS
Zezinho Cabeleireiro PPS PPS
Cordeiro PSB PSB
Vergara PSB PSB
Radaeli PMDB PMDB
Pastor
Otávio PTB PTB
Nirley DEM DEM

Marcelo Valim assume a vaga
deixada pela morte de Jepy Pereira, no último dia cinco de março, mas o mandato ainda está em disputa na Justiça, com a vaga sendo requerida pelo primeiro suplente do PSD, Josué Romeu, já que Valim havia trocado o partido pelo PPS e depois pelo PSD, antes do falecimento de Jépy.



