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​Muita informação. Pouca checagem.

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Estamos vivendo tempos de informações em tempo real. Foi-se a época em que o jornalista/repórter tirava o bumbum da cadeira e saia da redação para checar os dados in loco. A informação, hoje, chega via whatsapp.

Aliás, hoje, o cidadão comum é o repórter e utiliza-se de suas redes sociais para disseminar sua própria história, sua própria versão e visão dos fatos ou dos boatos.

Antes, o furo de uma boa reportagem levava dias, semanas, e até meses. Era um processo investigativo que envolvia muitas fontes Offs, muita ralação e, principalmente, pesquisa de campo e checagem de informação a todo tempo.

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Hoje são raros os casos de furo, mas busca-se ele a qualquer custo. A informação brota das salas de imprensas, de políticos que querem que seja publicado alguma boato pra causar burburinho e provocar tumulto nas bases ou na oposição ou daquele programa sensacionalista da TV.

A delação premiada virou “festa do Caqui”. Noticia-se coisas que ainda nem foram investigadas, doa a quem doer, destrua a quem for. Isso é um perigo!

A imprensa tem uma grande responsabilidade. O cidadão comum que divulga coisas nas suas redes, também.

Qual é o efeito a longo prazo de muita informação?

A informação em tempo real é boa. Agiliza muita coisa. Mas traz consigo alguns problemas.

Hoje ainda tem a necessidade de ser o primeiro, de dar um furo. Mas há descuido com a pesquisa, com o checar todas as informações, de buscar a verdade.

Estamos vivendo numa sociedade do agora, do falar pelos cotovelos. Estamos nos lambuzando com a liberdade de expressão que as redes sociais nos deram. E isso tem um alto preço.

Saber lidar com a informação é algo que muita gente não está preparado. Haja vista a grande quantidade de notícias que são compartilhadas, principalmente contra partidos e políticos que não são verdadeiras, são fakes, hoax que a militância suja tenta viralizar contra o adversário, levando os simpatizantes desavisados a propagarem e contribuírem com a desinformação. Vide a quantidade de notícias que sites como Boatos.org ou o E-Farsas buscam desmascarar.

Nós vivemos em uma sociedade que não anda muito se importando com as consequências das histórias que são compartilhadas. Infelizmente, nesse meio, há pessoas que vão pelo andar da carruagem (agem por ignorância) e outras por má-fé.

Mas ambas contribuem, no caso de notícias falsas, para a dor e para a destruição de pessoas e famílias.

Portanto, se policie. Cheque as informações. Faça uma pesquisa mínima quando fores compartilhar algo. E você, militante sujo, imprensa irresponsável, articulista vendido e viralizador de hoax… TOME RUMO e HUMANIZE-SE!

Cesar Colleti

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