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Mulheres curdas se armam, lutam contra EI e libertam uma cidade

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​As guerrilheiras vão à luta armada contra
terroristas do Estado Islâmico no Curdistão e criam uma revolução
cultural no Oriente Médio: elas se armaram e vêm enfrentando os terroristas do EI,
lutando na região entre a Síria e a Turquia lado a lado com os guerrilheiros do
YPG contra os radicais do EI: já conseguiram manter a cidade de Kobani
independente, seguem lutando pela independência de outras cidades e o seu país,
se sacrificam pela liberdade do Curdistão. Até agora nem a poderosa coalização
formada por Estados Unidos, França, Inglaterra conseguiu derrotar os
terroristas fundamentalistas do Estado Islâmico (EI) mas as mulheres
curdas mostram que o desafio é grande mas pode ser vencido: as informações
estão em um texto do antropólogo David Graeber que relata a resistência
heróica destas guerrilheiras no site Evrensel. A liberdade cultural e
religiosa, a defesa de suas vidas, do povo Curdo e da liberdade de viver estão
entre os objetivos destas mulheres fora do comum, que entre uma luta e outra
ainda se preocupam com uma revolução cultural na sua terra. Em meio à violência
da atualidade, que predomina lá, como em muitos outros lugares do planeta, elas
mostram que existe esperança.

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As mulheres curdas usam as armas como o veículo de uma revolução pela liberdade e pela paz…

Vistos hoje como a maior ameaça da violência no Oriente Médio, o EI sofreu um inédito e inesperado revés, depois de triunfar em consecutivas batalhas contra forças do Ocidente, iraquianas e sírias. Depois de 134 dias de resistência, guerrilheiros do Curdistão liderados por um movimento de guerrilheiras curdas, integrantes das Unidades de Proteção do Povo (Yekîneyên Parastina Gel – YPG), surpreenderam o mundo, expulsando as tropas do EI da cidade de Kobani, em território curdo situado no norte da Síria, junto à fronteira com a Turquia. Trata-se da derrota mais importante imposta aos terroristas Jihadistas do EI na Síria desde sua aparição. Desde o inicio da ofensiva contra Kobani, em 16 de setembro de 2014, mais de 600 combatentes curdos e 1.000 terroristas do EI morreram. Não deixa de ser mais uma notícia fúnebre, triste, violenta, porém ela tem um conteúdo diferente da violência de todos os dias. A vitória do YPG foi comemorada nas redes sociais após anúncio feito pelo porta-voz oficial Polat Can. Assim como o EI, os guerrilheiros e guerrilheiras curdos  se articulam através da rede mundial de computadores. A gente pode captar nas paginas do Facebook Kurdish Resistance & Liberation e Solidariedade à Resistência Popular Curda  fotos e vídeos dos últimos confrontos e a festa de comemoração após a vitória em Kobani. Nem o mais otimista analista político, nem a poderosa coalizão encabeçada pelos EUA para derrotar o EI, esperavam tamanha proeza. Como é possível que uma guerrilha formada por homens e mulheres, desamparados militarmente pela falta de um estado oficial, consiga derrotar a tropa mais sanguinária dos últimos tempos?David Graeber, professor de Antropologia (London School of Economics), passou 10 dias em Cizire – um dos acampamentos em Rojava, zona ocupada pelo curdos ao norte da Síria. Junto com ativistas e jovens universitários, ele teve a oportunidade de observar o avanço da democracia confederalista curda. O que motivou a ida de Graeber, foi uma pergunta feita há um mês em artigo  no “The Guardian”, durante a primeira semana dos ataques do EI a Kobani: por que é que o mundo estava ignorando os guerrilheiros e guerrilheiras curdos, a maior esperança de liberdade para a Síria? As guerrilheiras lutam com consciência política e cultural, explica Graeber, elas se inspiram lutando contra os temidos terroristas nas Mujeres Libres de Espanha que enfrentaram os soldados assassinos do ditador Francisco Franco há mais de 70 anos atrás.  De acordo ainda com David Graeber, a zona de Rojava é algo diferente do que se conhece hoje no planeta,  “ali hoje é fundamentalmente um anti-estado, anti-capitalista e radicalmente democrático”. Uma experiência fora do comum e revolucionária na região que fica na boca do vulcão da violência atual: mas elas não são somente guerreiras mas mulheres revolucionárias que rejeitam qualquer tipo de ditadura que é o poder coercitivo da administração pública e política na maioria dos países, elas são aulas de civismo ou de cidadania e de feminismo para toda população. Lutam não só contra o EI e a violência destes radicais mas pela liberdade do seu povo. Apesar de usarem as armas e a linguagem violenta da guerra, as mulheres curdas têm um outro conteúdo maior em sua luta, as armas e a guerra são só o veiculo de suas ideias e do seu amor pela liberdade do Curdistão, como explicaram para o antropólogo Graeber. Nesta luta está em jogo a busca de um avanço para a condição humana de vida, das mulheres e dos homens do desconhecido (até hoje) Curdistão e até mesmo do ser humano, que precisa hoje criar o futuro da vida em todo lugar da Terra.

Em meio à violência da guerra elas explicam que estão lutando pela paz no Oriente Médio

 

Amanhã, aqui neste novo webespaço Jornal da Franca novo Flash de Ecologia+ 1 microblog na aventura da vida daqui da cidade, da região, do país, do planeta, um post a cada dia, onde quer que você esteja,

 paz aí, Padinha

 

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região