Franca recebe na noite desta quarta-feira, 12, feriado da Padroeira do Brasil – Nossa Senhora Aparecida -, o tributo “Somos Tão Jovens”, que está em turnê pelos Estados de São Paulo e Minas Gerais, em uma homenagem a Renato Russo, ex-líder de uma das maiores bandas de rock nacional de todos os tempos – Legião Urbana.
Apesar de fazer 20 anos que a música brasileira e milhares de fãs perderam Renato Russo e os shows lotados da Legião Urbana, as canções se perpetuaram e se consagraram como verdadeiros hinos da juventude – que, na expressão de Renato, “tem seu próprio tempo”, independente das gerações. São músicas de 20, 30 anos, mas que ainda são hits atuais, como Tempo Perdido, Quase sem Querer, Ainda é Cedo, Pais e Filhos, Eduardo e Mônica, Que país é este, Índios, Faroeste Caboclo, Monte Castelo e muitas outras – cantadas por fãs de diferentes idades.
A banda formada para o tributo reúne músicos fãs de Renato Russo que viveram o auge da juventude dos anos 80 e 90:Sérgio Missão, Evandro Grili, Eduardo de Lucca, Sandro Rezende e Victor Grili – músico com 22 anos, que só conheceu o trabalho da Legião Urbana pelos pais, por outros fãs ou ainda por resgate de vídeos pela internet, além de discos de vinil, cds e DVDs. O baterista Victor Grili, vem do PlayVinil, investe na sua carreira solo e agora integra o projeto. Ele demonstra-se empolgado com o boom de venda dos ingressos em Ribeirão Preto – totalmente esgotados 15 dias antes do show. “Poder participar desse projeto tem sido uma experiência muito importante para minha trajetória. Eu já conhecia a Legião Urbana, mas não da forma como eu conheço hoje. Foi um aprendizado”. Victor diz que com o projeto entendeu o que o trabalho da Legião significou para aquela geração. “Consegui compreender a importância desse movimento punk no Brasil, iniciado pelo Renato Russo e o papel do rock nacional para a história do Brasil”.
Evandro Grili, guitarrista e violonista no projeto, divide o palco com o filho Victor, bem como a paixão por tudo o que Renato Russo produziu junto ou separado da Legião Urbana. “Acho que o Renato protagonizou a odisseia da maior banda de rock que o Brasil conheceu. Ninguém tem um público como a Legião tem, 30 anos depois de sua fundação e 20 anos depois de seu fim. E não é simplesmente porque acabou e pronto. É porque a mensagem é muito forte e atualíssima. E vai continuar, por outras gerações”, expressa. Para ele, a Legião Urbana e o Renato influenciaram muito mais pela mensagem do que pela própria música. “A música meio que se tornou um veículo da mensagem”. O músico ainda questiona: “Que banda no mundo tem uma música que vira um filme? E responde: “Pouquíssimas. A Legião tem duas: Faroeste Caboclo, que já foi gravado e Eduardo & Monica que está em gravação. Fora o filme biográfico. Foi essa mensagem que influenciou os músicos da minha geração, os fãs daquela época e que os surgiram depois, mesmo após o fim da banda”, contextualiza.




