
Chamá-la de loura é ignorar sua versatilidade. Cada vez mais morena, turva, ruiva, com notas que vão do chocolate, mel ao capim-limão, a cerveja artesanal conquista, gole a gole, o paladar brasileiro. E o francano, que adora uma novidade, tem se tornado um grande apreciador da bebida, atraindo com isso, novos investidores na área. É o caso do sushiman e empresário Maurício Arruda, que sempre foi um apreciador de cervejas artesanais, até que em 2008 procurou um curso que se encaixava em seu perfil e não parou mais. “Comecei a desenvolver minhas próprias receitas e hoje faço 10 receitas elaboradas por mim”, diz.
Apesar de ter uma produção ainda pequena – 30 litros por brassagem, que é o cozimento do malte para extrair os açúcares necessários à fermentação da cerveja, por dia, Maurício costuma fazer duas brassagens por semana e de suas 10 receitas, quatro têm bastante saída: a Weiss – 100% trigo, uma cerveja turva, mas não muito lupada e super encorpada, IPA – tipo americana, com quatro tipos de maltes diferentes e três tipos de lúpulo. Sua característica e sabor são sua cor avermelhada. “Ela é super elaborada, pois trabalho com vários tipos de temperatura em sua fabricação”, explica Maurício, acrescentando que a Porter – escura, cerveja com o gosto acentuado para o café e com espuma branca e espessa também é uma das mais pedidas. Nela, ele acrescenta aveia em seu processo. A Pilsen, a mais popular, também está entre as preferidas. “Seu processo é complexo, pois a fermentação e maturação são de baixa temperatura, exigindo atenção especial”, diz. Sem ainda definir um nome para sua cerveja, Maurício diz que avalia possibilidade de chamá-la de Taiko Beer.
De hobby a investimento




