Depois de um movimento que fechou 7% das agências bancárias do País nos últimos dois anos, capitaneado por BB e Bradesco, as instituições financeiras estão lançando mão de uma nova estratégia em um momento em que o atendimento presencial perde espaço para os meios digitais. De olho na visibilidade de suas marcas, os bancos agora optam por reduzir o tamanho dos pontos de atendimento. Para ocupar o espaço ocioso, vale trazer novos serviços – como espaços de coworking – e até instalar um café onde antes ficavam caixas eletrônicos.
A redução das agências – seja em número absoluto ou pela diminuição do espaço ocupado por cada uma delas – é uma forma de os bancos reduzirem custos com aluguel ou liberarem imóveis próprios para venda. Há duas semanas, por exemplo, o BB anunciou o leilão de 26 propriedades onde antes funcionavam agências.
O Bradesco, por seu turno, já reduziu à metade duas agências na Avenida Paulista – uma cedeu parte de sua área ao espaço cultural Japan House e outra, a uma loja da rede americana Starbucks.
Após essas duas experiências, o Bradesco está preparando um estudo para identificar outros espaços que possam ser locados a terceiros, segundo Josué Augusto Pancini, vice-presidente do banco.




