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Na pandemia, tem negócio fechando, mas tem muitos negócios sendo abertos

Sex shop paulistano registra aumento de vendas na quarentena e já vai abrir processo de franquias

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O mercado de sex shop mudou bastante nos últimos vinte anos, de acordo com a empreendedora Maísa Pacheco. 

Ela é dona e dá nome a uma das lojas mais tradicionais do gênero em São Paulo, na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação.

Maísa acredita que setor tem potencial para sair ainda mais transformado depois da quarentena imposta pelo novo coronavírus. 

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Ainda nos anos 1990, Maisa comprou 45% das ações da loja. A partir dos anos 2000, ela adquiriu o restante e passou a operar sozinha. Foi nessa época que o mercado começou a mudar, de acordo com ela.

“Há 20 anos, era voltado mais para o público masculino. A gente tinha muitos VHS e revistas focadas no prazer do homem, não tinha muito mais coisa. Depois de 2000, a indústria do comércio erótico passou a investir em mulheres e fazer os ‘toys’. Hoje, 80% do nosso público é feminino”, explica.

Maisa conta que a quarentena fez com que alguns produtos tivessem uma alta demanda em sua loja virtual, e também nas redes sociais – só no Instagram, ela tem mais de 90 mil seguidores. 

Desde o início do confinamento, a empreendedora tem vendido cerca de 800 produtos por mês – um crescimento de 50%, se comparado a períodos anteriores, e precisou de ajuda para as embalagens e envio. 

“Um vibrador que está vendendo bem é o Bullet, pois tem um preço mais baixo, R$ 55. Já fiz pedido para reposição.”

A percepção de Maisa tem fundamento. De acordo com a pesquisa O Mercado Erótico e a Pandemia, conduzida pelo portal Mercado Erótico, houve um aumento de 50% na venda de vibradores durante o isolamento social.

Segundo os números, mais de um milhão foram comercializados no período e o público majoritário são mulheres de 25 a 35 anos. O Bullet, de fato, lidera a lista. 

A decisão de transformar o empreendimento em franquia veio em 2018. “Tinha muita gente que pedia para comprar atacado, mas eu não queria. Então percebi que seria melhor franquear.” 

Até então, a loja se chamava apenas Sex Shop e a empreendedora entendeu que precisaria dar personalidade ao negócio para torná-lo franqueável, aí veio a ideia de oficializar a marca Maisa Pacheco.

“As pessoas já falavam ‘vou lá na Maisa Pacheco’, e ficou.” As unidades começaram a ser vendidas pouco antes da pandemia.

Cesar Colleti

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