Antigamente, a gente ia para os bailes na A.E.C. no centro e, encostados no palco, tentávamos descobrir os macetes e os equipamentos que o pessoal da época usava.
Os conjuntos de Franca, lá no final dos 60’s e durante os 70’s, tocavam com amplificadores Giannini Tremendão, True Reverb, Thunder Sound e guitarras e baixos nacionais, muitas vezes instrumentos caseiros, além de órgãos eletrônicos Diatron, Novatron, Caribean e outros. As “caixas de voz”, como a gente chamava na época, eram A-100 ou A-200, também da Giannini, que consistia em um rack com pré-misturador e uma potência valvulada com cinco ou oito canais dependendo do modelo e duas caixas de som, uma de cada lado do palco, penduradas em pedestais. Quem tivesse uma câmara de eco Binson, de fita, era rei, tipo Laércio da Franca.
Faço até uma sugestão para o meu amigo Beny Chagas, ele que foi crooner de conjuntos de baile, a fazer um artigo relembrando os grupos da época, como o Anchieta e Seus Big Boys, Superpanorâmico, Milionários, e outros.
Não existia nenhuma fonte de informação, quem quisesse aprender tinha que ser na marra. Cordas, só aquelas de aço com um feltrinho colorido atrás, Canário, para o violão, ou então cordas de nylon sem durabilidade nenhuma. Para guitarra, tinha aquela, sem medidas precisas, sem opções.




