A atriz transexual Nany People chama atenção com seu bom-humor, mas já viveu dias em que era difícil sorrir. Em uma participação no ‘Encontro’ desta quarta-feira (17), a artista falou sobre bullying e depressão com a comunidade LGBTQI+.
Passar a infância e a adolescência sem saber o que realmente acontecia com o seu corpo e mente, segundo ela, foi o mais difícil. “Com 15 anos pensava em me matar porque não tinha um lugar em que pudesse me sentir como sou. Tinha essa energia, mas não com essa forma, com essa cabeça e formatação. Era totalmente fora do ninho. E o bullying social é muito grande”, afirmou Nany.
A artista lembrou que não existia o termo “transexual” e era levada para especialistas simplesmente por não se enquadrar em “rótulos”. “Fui levada ao psiquiatra com 10 anos por desvio de conduta, distúrbio sexual. Não me encaixava na nomenclatura social de um menino normal e nem de uma menina normal. Era fora do contexto, fora do aquário”, lembrou a trans.
Durante a conversa com Fátima Bernardes, ela também contou que o apoio familiar foi muito importante para superar a depressão e esse desejo de tirar a própria vida. O posicionamento de sua mãe, inclusive, fez toda a diferença na infância de Nany.




