As contratações de trabalhadores temporários no varejo brasileiro e no setor de serviços devem somar 103 mil vagas neste final de ano. Se a previsão se confirmar, o emprego temporário, que é um termômetro da expectativa dos empresários do comércio para o período de consumo mais intenso do ano, atingirá em 2019 a melhor marca em cinco anos.
Em 2014, quando o país ainda não tinha mergulhado na recessão, a admissão de temporários para o período foi de 300 mil vagas. Apesar de ainda estar longe da época em que a economia crescia de forma mais consistente, neste ano serão 43,8 mil postos de trabalho a mais que em 2018.
Os números da pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito – SPC com mais de mil empresários mostram que a roda da economia começou a girar no comércio e no setor de serviços com um pouco mais de velocidade.
A injeção de R$ 30 bilhões do FGTS e do PIS/Pasep na economia, a maior procura do consumidor por crédito e a inflação controlada trouxeram novas perspectivas para as vendas neste final de ano. “A perspectiva é um pouco mais favorável este ano, mas não vamos estourar a boca do balão”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.




