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Nesta decoração, o que vale é o conceito de quanto mais, é melhor e mais bonito

Alta do maximalismo tem modificado visual dos ambientes, trazendo consigo a alegria e descontração

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Na contramão do estilo minimalista, com suas paredes claras, linhas retas e móveis clean, uma nova tendência surge no mercado de decoração: o maximalismo.

Pode-se dizer que esta tendência se expressa nos excessos, no prazer visual estimulado pelas cores e formas exageradas. “Usar e abusar das cores quentes e de peças grandes e coloridas significa exteriorizar os sentimentos, provocar os sentidos visual e, tátil principalmente”, considera a arquiteta e designer de interiores, Késia Borges.

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A designer declara que a partir de 2005 a tendência maximalista começou a ganhar projeção na Casa Cor, o maior evento de decoração da América Latina. Em 2008 o estilo passou a integrar o cotidiano das pessoas, se firmando como tendência, podendo ser visto até hoje nas fachadas e nos ambientes internos com cores fortes como o roxo, o rosa, o preto, o vermelho, os tons alaranjados.

Os exageros estão também nos objetos de decoração de tons quentes, vibrantes que vão desde um quadro a uma cuba de banheiro. “A inspiração vem das cores encontradas na natureza brasileira. Os tons tropicais – amarelo banana, verde bandeira, tons alaranjados das frutas cítricas – são a identidade visual do maximalismo”, diz Késia.

Inspirada nesta tendência, a empresária Aparecida Rossato compôs a decoração de sua casa que ficou mais moderna e alegre. “Nós queríamos algo diferente nas paredes. Consultamos revistas de decoração e optamos por este estilo”, declara a empresária que preferiu o maximalismo, ponderando na escolha dos objetos decorativos: “Os enfeites são grandes, mas não são coloridos”.

Felicidade x Cores

Certamente, os mais tradicionais podem fazer cara feia para a explosão de cores e estilos da linha maximalista. Mas é cada vez maior o número de adeptos dessa tendência. Não é para menos. Em que outro estilo de decoração é possível misturar poltrona de oncinha com paredes vermelhas e quadros inspirados na pop art?

De acordo com a arquiteta, a busca pela felicidade tem um grande grau de importância na tendência maximalista. “As pessoas desejam que a vida seja boa, colorida. Não queremos apatia, buscamos dinamismo, o que justifica a busca por ambientes estimulantes”, salienta Késia.

Para não errar, é preciso deixar muito claro qual o objetivo do ambiente. “Existem ambientes para relaxar e descansar, por isso é melhor dosar as cores quentes nas paredes e teto, deixando estes tons para colchas, almofadas, mantas, quadros e outros detalhes”, sugere a arquiteta.

O hall de entrada e a sala de estar de uma casa são os locais mais aconselháveis para abusar das cores, esculturas, flores, tapetes, estofados mais coloridos e exagerados. Na sala de espera de um consultório, esta tendência também pode ser muito bem-vinda.

A graça é essa: Ousar é mais do que possível. Mas os especialistas na área são taxativos: “Mesmo no maximalismo dosar é bom!”, alerta a designer.

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