Dos primeiros transplantes que se tem notícia até os dias atuais, as técnicas evoluíram muito e, somadas a elas, a descoberta dos medicamentos imunossupressores, usados para evitar a rejeição do órgão transplantado, possibilitaram que os transplantes se tornassem rotineiros.
Mas, mesmo com esse avanço todo, ainda precisamos transpor algumas barreiras, especialmente as da falta de informação e do preconceito. Somente no Estado de São Paulo, segundo dados do Sistema Estadual de Transplantes, são cerca de 15 mil pessoas esperando por um órgão, a maioria por um rim, que somam mais de 11 mil pessoas. Também estão na fila pacientes à espera de córnea, fígado e coração.
E a terceira idade muitas vezes já não é empecilho para a doação de órgãos. Depende muitas vezes da saúde do doador e não da idade, como afirma a enfermeira Margarida Momenti Chiaretti, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HC-FMRP) da USP.
A doação acontece após a constatação da morte encefálica, quando é feita entrevista com a família do possível doador. Essa entrevista é feita por profissionais com formação e capacitação, mas, principalmente, com sensibilidade para conversar num momento de dor.




