As crianças mineiras estão pagando a conta da crise fiscal do Estado. Há aquelas que estão sem aulas desde março e outras que, uma vez por mês, sempre que o salário de seus professores atrasa, também precisam ficar em casa por causa da greve dos docentes.
O Estado vive um caos financeiro, admite o próprio secretário da Fazenda de Minas, José Afonso Bicalho. Uma combinação de crise econômica, que freou a arrecadação, com explosão da folha de pagamentos levou Minas à crise fiscal atual, que já se assemelha à do Rio à do Rio Grande do Sul.
Na região mineira próxima a Franca estão prejudicados os atendimentos em cidades como Cássia, Passos, Ibiraci, Delfinópolis, Delta, Conquista, Sacramento, Claraval, São Tomás de Aquino, Paraíso, São João Batista do Glória, Capetinga, Pratápolis, Itaú, São José da Barra, Monte Santo e Itamogi, entre outras.
Na área da educação, o caso mais grave é na região do Vale do Mucuri, no nordeste de Minas. Lá, o transporte escolar, pago pelo Estado e operado pelos municípios, foi cancelado. Na cidade de Ladainha, onde a zona rural corresponde a 75% do município, o combustível para os ônibus escolares acabou em março e as crianças não conseguem chegar até as escolas, que atendem cerca de 3 mil alunos.




