Que o verão é a estação mais aguardada do ano, todos já sabem, até pelas inúmeras possibilidades que as temperaturas altas e o sol escaldante proporcionam: época de curtir praias, piscina e as cachoeiras da região. Mas o que nem todos sabem é que nessa época as doenças de pele são mais comuns. “O calor forte e o aumento do suor favorecem o desenvolvimento de micro-organismos, como fungos e bactérias, facilitando o surgimento de infecções da pele”, explica a dermatologista Ana Paula Ferreira Calil. O resultado é o aumento na procura por um especialista. Em Franca, as consultas com dermatologistas aumentaram 20% no final do ano. “As micoses estão em primeiro lugar na lista de doenças de pele características do verão e são responsáveis por 50% das consultas médicas”, salienta Ana Paula. O aumento da temperatura e da umidade cria um ambiente ideal para a infestação da pele por fungos.

Além das micoses, a herpes labial também é comum. Infecção causada pelo Herpes simplex vírus, ela se caracteriza por coceira e ardência no local onde surgirão as lesões – aparecem pequenas bolhas agrupadas que depois se rompem liberando um líquido rico em vírus. “É a fase de maior risco de transmissão. Depois a ferida começa a secar, formando uma crosta. O processo todo dura de cinco a 10 dias”, explica Ana Paula, que completa: “Para prevenir a herpes é preciso evitar contato direto com as feridas se alguém estiver com uma infecção ativa, não compartilhando copos e utensílios de cozinha; não beijar ou falar muito próximo às elas; dormir pelo menos oito horas; e ter uma dieta saudável”, diz.




