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Novo consignado pode aumentar inadimplência e levar aposentado para crédito caro

Levantamento mais recente da Serasa, com dados de janeiro de 2023, mostra que a inadimplência atinge 70 milhões de brasileiros

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A suspensão do empréstimo consignado a beneficiários do INSS pelos bancos — após o governo reduzir o teto dos juros para 1,70% ao mês — deve levar a um aumento da inadimplência e empurrar aposentados e pensionistas para linhas mais caras, como as do crédito pessoal, que têm taxa média de 5,23% ao mês.

Em um cenário em que a população já está bastante endividada, isso afetaria diretamente o consumo e poderia até forçar os idosos a se desfazerem de patrimônio para sanar dívidas.

Segundo o Portal da Mulher Amazônica, levantamento mais recente da Serasa, com dados de janeiro de 2023, mostra que a inadimplência atinge 70 milhões de brasileiros, que estão com o nome restrito, sendo que 18% deles têm acima de 60 anos.

A redução dos juros do consignado do INSS foi proposta pelo ministro da Previdência, Carlos Lupi, e aprovada segunda-feira (13 de março) pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS).

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Na reunião, o teto da modalidade baixou de 2,14% ao mês para 1,70% e o do cartão no consignado, de 3,06% para 2,62%.