O sucesso da
implementação da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Médio
passará por mudanças na formação de professores e adaptações nas escolas,
apontam especialistas.
O documento, que vai
orientar os currículos dessa etapa e estabelecer as habilidades e competências
que devem ser desenvolvidas pelos alunos ao longo do ensino médio em cada uma
das áreas, foi entregue na última terça-feira, 03 de abril, pelo Ministério da
Educação (MEC) ao Conselho Nacional de Educação (CNE).
A BNCC do ensino médio é organizada por áreas do conhecimento:
linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. Apenas as
disciplinas de língua portuguesa e matemática aparecem como componentes
curriculares, ou seja, disciplinas obrigatórias para os três anos do ensino
médio. Os alunos deverão cobrir toda a BNCC em, no máximo, 1,8 mil horas. O
tempo restante deve ser dedicado ao aprofundamento no itinerário formativo de
escolha do estudante.
Para o diretor do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos,
essas mudanças vão exigir muito investimento na formação de professores e um
“repensar da formação de professores no Brasil” para que haja uma integração
entre as disciplinas. “Quando você faz um trabalho por área de conhecimento que
reforça o caráter da interdisciplinariedade, você tem que investir muito na
formação de professores. Hoje, como o professor de química é formado sem ter um
diálogo direto com o professor de física ou biologia, que fazem parte da mesma
área de conhecimento, por exemplo, agora para dar conta desse novo ensino
médio, eles terão que se integrar já dentro da universidade”, diz.




