Depois que o radialista Marcelo Teixeira, o “Bomba”, protocolou um segundo pedido de abertura de Comissão Processante contra o prefeito Gilson de Souza (DEM) uma coisa ficou clara: pode até ser que ele não seja caçado – punicão máxima da comissão – mas sua imagem está mais arranhada a cada dia.
Em apenas oito meses à frente da Prefeitura, Gilson de Souza já foi envolvido em diversas situações complicadas e desgastantes. Os pedidos de abertura de comissão são um exemplo de investidas contra o prefeito ocasionadas por sua própria omissão à frente da administração municipal.
Vendedores ambulantes de toda parte do país, mas principalmente de outras cidades paulistas e de Minas Gerais têm invadido ruas, avenidas e até o Centro de Franca, vendendo toda sorte de produtos, como frutas, móveis, cofres, ervas medicinais, travesseiros e até roupa. Sem falar dos tradicionais vendedores de rede.
Tudo isso prejudica a cidade,uma vez que os comerciantes deixam de vender, a Prefeitura de arrecadar e os consumidores compram produtos de qualidade e origem duvidosa, além de não ter a quem recorrer em caso de problemas com o que comprou, uma vez que os vendedores não têm ponto fixo.
A situação é grave sim e Gilson parece não estar tão preocupado. Isso porque após o arquivamento do primeiro pedido de Comissão Processante, ele disse que resolveria tudo em 30 dias. Mas já se passaram três meses e a invasão só tem aumentado.
Nos bastidores da Câmara, especula-se que seis vereadores já estão dispostos a votar pela abertura da comissão, que pode até cassar Gilson: Adermis Marini, Kaká e Tony Hill (PSDB); Marco Garcia (PPS); Cristina Vitorino (PRB) e Della Motta (Podemos).
O número, por enquanto, ainda não é suficiente para a abertura, que exige pelo menos oito votos, mas já acenderá, certamente, o sinal de alerta da administração municipal. É preciso acordar, pois nem todo mundo tem uma terceira chance de se livrar de um processo tão sério como o de uma CP.



