Nas eleições para vereador de 2012, o número de candidatos em Franca chegou a 356. A proporção de candidatos por vaga era de 23,7, muito superior até a disputados vestibulares. Para as eleições de outubro próximo, porém, esse número deve despencar para cerca de 220 candidatos, ou seja, para perto de 14 por vaga.
A explicação para isso passa pelas reformas promovidas pela Justiça Eleitoral brasileira. Até o ano passado, quando se formava coligações entre pelo menos dois partidos, o número de candidatos inscritos podia ser de até 30 candidatos, distribuídos pelas duas legendas.
Com isso, formavam-se chapas imensas, mas em muitas ocasiões quase a totalidade dos candidatos era de um partido e um segundo, geralmente nanico, oferecia apenas um ou dois nomes, ou seja, servia de “escada” para o maior.
Nas eleições próximas, porém, terá de ser cada um por si. Peguemos de exemplo o PPL, que faz parte do grupo do ex-deputado federal Marco Aurélio Ubiali (PSB). Ele tem cinco pré-candidatos a vereador.
Antes, ele poderia se unir ao próprio PSB ou ao PMB, o outro partido-satélite de Ubiali. Agora, eles até podem coligar, mas o número de candidatos dos dois partidos juntos não pode passar de 23. Melhor para o PSB sair com chapa “pura”, sozinho. Já ao PPL, restará aguardar alguma oportunidade para se unir, provavelmente, a outro nanico.
“Este ano será tudo diferente. Somente uns sete ou oito partidos terão chapa completa, pois há dificuldades, por exemplo, para conseguir filiar de sete a oito mulheres. Assim, os partidos menores tendem a lançar mini-chapas ou se fundir vários deles para fechar com 23 candidatos”, explicou o presidente municipal do PTN, Ronei de Faria, que trabalho nos últimos três anos para ter chapa completa.



