Dados divulgados pela
Prefeitura de Ribeirão Preto mostram que, em dez anos, o número de médicos
atuantes na saúde municipal caiu 13,4%. A quantidade de profissionais que hoje
trabalham pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade, com quase 700 mil
habitantes, é de 522, 81 a menos na comparação com 2008, quando o município
tinha 558 mil pessoas.
Para órgãos como o Conselho Regional de Medicina do
Estado de São Paulo (Cremesp) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a
situação é preocupante e afeta diretamente o direito básico de acesso à saúde. “Efetivamente,
a Secretaria de Saúde de Ribeirão possui mecanismos para que atenda essa
população através da rede que é instalada, obviamente se a gente está tendo
esse tipo de atendimento ou mesmo carência de médicos nós precisamos repensar
essa forma de atuação”, afirma Fabrício Cleto, coordenador da Comissão de
Direito Médico da OAB.
A falta de médicos ficou
evidente na morte de um andarilho em um posto de saúde da Vila Tibério na
última semana.
Segundo a administração municipal, a escala previa dois
profissionais de plantão no momento em que o paciente Juliano Machado, de 40
anos, teve convulsões em frente à unidade, mas nenhum médico estava no local.




