O número de urnas eletrônicas que estarão disponíveis para ser utilizadas pelos eleitores nas eleições municipais deste ano, aqui no Ceará, retrocedeu em comparação com os equipamentos distribuídos em 2016 e em 2018. A queda no quantitativo ocorre em um contexto de crescimento do eleitorado cearense, que vem sendo incrementado, paulatinamente, a cada pleito.
De acordo com informações repassadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), nas eleições que ocorrerão em novembro deste ano, 18.773 urnas eletrônicas serão utilizadas pelos cidadãos, além de 2.806 que ficarão guardadas para suprir qualquer tipo de erro. Em 2016, eram 20.362 urnas disponíveis nas seções e 2.553 para reposição. Neste período, o eleitorado subiu de 6.324.780 para 6.567.760, ou seja, quase 243 mil pessoas a mais.
De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do TRE-CE, Carlos Sampaio, a redução no número não deve trazer problemas à segurança da votação e nem atentar contra a saúde das pessoas, que estarão escolhendo seus representantes no contexto da pandemia de Covid-19. Segundo ele, há uma série de fatores que deve reduzir a quantidade de eleitores por seção.
“Primeiro, que a gente vai tirar a biometria. A identificação biométrica é mais demorada do que a identificação tradicional, que é só mostrar o documento. Então essa redução no tempo de identificação do eleitor compensa um pouco a questão do número de eleitores por seção”, ressalta o secretário do Tribunal. Essa média, conforme Carlos, era de até 450 eleitores por seção antes da inclusão da biometria. Agora, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicou que esse número não deve passar de 430. “A gente conseguiu até baixar um pouco mais, vai ser uma média bem inferior a isso neste ano”, diz.




