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O bullying pode acontecer com crianças pequenas, ainda na educação infantil

Saiba o que fazer nesses casos e como agir para ajudar a criança agredida e também o agressor

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 Pode parecer impossível imaginar que crianças pequenas façam diferença entre si e que apresentem comportamentos inadequados, colocando amigos em estado de fragilidade. Entretanto, essas situações de bullying acontecem com muita freqüência, às vezes em pequenos grupos ou até mesmo com o coletivo, quando a criança vitimizada é hostilizada gravemente.

 É bastante comum que as crianças menores briguem, disputem o mesmo brinquedo, sejam competitivas, demorem a aprender a dividir e rejeitem afeto, com o argumento de não gostarem umas das outras. Nessas situações de tensão os pais e os educares devem intervir como mediadores, apontando como todos devem ser respeitados, independentemente de se darem bem ou não, para que essa ideia não persista durante o desenvolvimento da criança e para que esse sentimento de rejeição não torne a criança, no futuro, um agressor em potencial.

  Algumas atitudes são fundamentais para que o educador e os pais consigam estabelecer a ordem entre os pequenos e os estimulem a praticar o bem e exercitar a paz dentro de casa e da sala de aula. Por exemplo: incentivar a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças, criar campanhas de incentivo à paz e à tolerância, trabalhos didáticos e atividades de cooperação, além da interpretação de diferentes papéis em um conflito para que eles entendam o problema em machucar o outro.

 Outro aspecto muito importante é jamais desconsiderar a reclamação de uma criança, apurando imediatamente o fato ocorrido e iniciando um trabalho para que sejam tomadas as devidas providencias.

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A criança que sofre com o bullying deve ser valorizada pelos pais e professores, para que não aceite as críticas ou a violência imposta sobre ela. Ela deve ter segurança para conversar sobre o ocorrido e não se retrair ou se isolar.

Uma conversa sincera, com muito carinho e respeito com a criança que praticou o bullying, também pode ajudar. Assim, ela se coloca no lugar do amigo que sofreu a agressão, e entende o quanto foi difícil pro amigo passar por aquela situação, percebendo que é inaceitável esse comportamento.

Cesar Colleti

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