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​O Evangelho que eu creio

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O escritor e filósofo italiano Umberto Eco disse que as “redes sociais deram voz a legião de imbecis”. Acho um tanto forte o adjetivo. Prefiro “ignorante”, no sentido literal da palavra, ou seja, que desconhece a existência de algo; que não está a par de alguma coisa

Tem muita gente opinando por aí sobre o que não sabe ou até mesmo sobre o que sabe, mas apenas parte de um todo, incluindo a questão religiosa, os crentes, os evangélicos. Fazem comentários sem conhecer o contexto, muitas vezes com a mesma força da intolerância que os próprios criticam.

Há usurpadores do templo? Sim há. Mas são é menor número (sim, são), mas possuem e ganham visibilidade como se fossem muitos. O próprio Jesus deixou o alerta sobre eles de diversas maneiras. O apóstolo Paulo também. São os falsos profetas. Homens amantes de si mesmos. Os vendilhões do templo. Gente vestida com pele de ovelha, mas que são lobos que se aproveitam da pureza de um local, de uma ideia, daí tirando indevido proveito material. [2 Timóteo 4:3-4] [Mateus 21:13] [2 Tessalonicenses 2:3] [Mateus 7:15] [Mateus 24:24]

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Já pensou quantos evangélicos tem na sua cidade, no seu estado, no seu país? Quanto trabalhos sociais são feitos por esses grupos? Quantas pessoas saíram das drogas e afins e tiveram uma guinada na vida?

Na minha igreja, por exemplo, há um forte investimento em uma casa de recuperação para viciados em drogas; mensalmente são distribuídas cestas básicas para várias pessoas necessitadas; há aconselhamento pastoral diário para os que procuram uma palavra amiga; um projeto com crianças da África onde recebem comida e educação básica, entre outros.

Posso citar também os missionários, que arriscam as suas vidas para dar carinho e uma palavra amiga a refugiados, como é o caso do casal de amigos João e Marina Ponce. Ou de casos de pessoas que deixam sua casa para ajudar ao próximo, como a minha prima Bruna Masini. Cito ainda o trabalho que o meu amigo e irmão Marcial Santos realiza de ajuda ao próximo, com sopa noturna e entrega de mantimentos aos necessitados. Irmãos que congregam/congregaram comigo na Assembleia de Deus de Franca-SP. Tem tantos outros por aí. Você não faz ideia de quanto esforço há para seguir e praticar o verdadeiro Evangelho de Cristo.

Você enxerga isso? Se sim, porque só emite opinião e faz críticas em cima das minorias que dentro do segmento evangélico fazem coisas que não estavam de acordo com o caminho a ser seguido? Não é bom compartilhar coisas boas?

Eu creio no Reino de Deus e num evangelho que é justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Luto e brado por uma política social de inserção, pela pacificação, pela família, pelo amor, pela educação secular e social das minhas filhas, ensinando-as no bom caminho.

Sou evangélico desde que nasci. Nunca fui intolerante com as pessoas. Nunca busquei a guerra. Pago meus impostos. Oro pelos enfermos. Dou uma palavra amiga para pessoas que não tem mais esperança. E vejo tantos iguais a mim e outros tantos que fazem MUITO mais do que eu por esse Reino de Justiça. Faço das palavras do profeta Amós as minhas: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca“.

Por fim, creio que os que assim agem com intolerância e críticas de caráter ignorante são a minoria, uma minoria que, às vezes parece maioria, por Bramarem aqui e acolá. Mas que tenhamos bom senso para que a frase de Umberto Eco não ecoe como verdadeira.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região