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O flúor é importante para a saúde dos dentes. Saiba como usar e os cuidados

Cuidado com as crianças! Elas não devem engolir a pasta de dentes. É para bochechar e cuspir.

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​Fluoreto, mais conhecido como flúor, é comprovadamente eficaz no combate às cáries. 

No princípio da década de 1930, descobriu-se que as pessoas que viviam em zonas onde a água potável continha elevados teores de fluorite sofriam menos de cáries do que as outras. 

Fluorite é um mineral de ocorrência natural que, quimicamente, é cloreto de cálcio.

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Hoje em dia, é um ingrediente comum nas pastas de dentes, enxaguantes bucais e tratamentos dentários.

Além disso, em alguns países, a água da rede de distribuição é previamente fluoretada. 

Contudo, a adição do mineral à água da rede de distribuição de uma comunidade continua controversa, porque alguns especialistas temem que o consumo de grandes quantidades de fluoreto possa ser perigoso. 

Proteção do esmalte 

Quando usado topicamente em pastas de dentes, consultórios e tratamentos dentais, o flúor protege e fortalece o exterior dos dentes, tornando-os mais resistentes ao desgaste. 

Ingeri-lo – o fluoreto é um ingrediente natural em muitos alimentos e pode ser tomado sob a forma de suplemento – é igualmente benéfico.

Fortalece os dentes em formação (nas crianças pequenas) e ajuda a proteger contra a cárie em todos os grupos etários. 

Os estudos indicam ainda que o fluoreto, ingerido nas quantidades adequadas, pode ser útil no tratamento da osteoporose. 

As falhas do flúor 

O consumo excessivo de fluoreto pode causar fluorose dental, que é uma situação essencialmente estética, caracterizada por dentes manchados e descolorido. 

Além disso, o flúor pode afetar as pessoas com problemas renais que façam diálise. Por esta razão, os doentes devem ser aconselhados a não beber água fluoretada. 

A ingestão de uma grande quantidade de flúor (ocorrência rara) pode provocar enjoos, vômitos, diarreia e dores abdominais. 

Continuam os estudos sobre os seus possíveis efeitos a longo prazo, mas a hipótese de que o fluoreto na água potável possa causar câncer ou outras doenças graves nunca foi comprovada em ensaios. 

Cuidado com a ingestão de flúor 

Embora o público esteja relativamente a salvo de quantidades tóxicas, considera-se que o teor máximo aceitável de flúor na água canalizada é de 1,5 mg/l, ou 1,5 partes por milhão.

As origens de água superficiais para produção de água para abastecimento humano têm geralmente, ao menos no Brasil, pouca quantidade de flúor. 

A fluoretação da água aumenta a concentração do flúor encontrado naturalmente. Os valores ideais estão entre 0,7 e 1,2 partículas por milhão. Embora a legislação seja de 1974/75, apenas quarenta por cento dos brasileiros recebem água fluoretada. 

Alguns cuidados devem ser tomados em relação ao flúor e às crianças muito pequenas. 

Não é recomendável que crianças sistematicamente engulam pasta de dentes com flúor, pois, se isto ocorrer por anos a fio, a ingestão poderá causar fluorose dentária. 

O volume ideal de pasta de dentes na escova deve ser de 0,5 cm ou menos, em função da idade da criança. 

Fique atento aos cuidados que deve ter

Nunca dê enxaguantes bucais fluoretados a uma criança menor de seis anos, pois ela pode engoli-los. 

Se o seu trabalho implicar processos industriais que emitam fluoreto de hidrogênio, saiba que a exposição a este composto e a outros fluoretos transportados no ar pode irritar gravemente o trato respiratório, a pele ou os olhos. Fale com o seu médico. 

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região