
| A questão socioambiental precisa voltar às manchetes enquanto é tempo… |
A gente aqui dos blogs Folha Verde News e Flash de Ecologia fez uma pesquisa sobre esta preocupação do momento por aqui no interior do Brasil, seja no Sudeste ou no Sul, no Centro-oeste ou no Nordeste e Norte do país, descontadas as diferenças do clima de cada região: conseguimos algumas informações nesta pauta em sites internacionais, como da BBC e nacionais, especialmente os voltados para a produção agrícola, como do Canal Rural e da revista Globo Rural. De uma forma geral, tanto na vida no campo como nos centros urbanos brasileiros, por enquanto a informação é que “Em geral de acordo com medições feitas nos últimos anos, esse já foi o El Niño mais forte registrado, este fator influi no que está acontecendo ou no que pode vir a acontecer em 2016” resumiu o cientista Nick Klingaman, da Universidade de Reading, na Inglaterra. Em vários países tropicais conforme especialistas vem observando, deve haver reduções de entre 20 e 30% nas chuvas. Houve seca severa na Indonésia. Na Índia, as monções (chuvas) foram 15% abaixo do normal e as previsões para o Brasil e Austrália são de redução nas chuvas, o que preocupa, também sob o ponto de vista de produção de alimentos. As secas ou também as inundações e o impacto potencial que representam, preocupam também as agências de ajuda humanitária. Cerca de 31 milhões de pessoas estão sob risco de escassez de alimentos na África, um aumento significativo em relação a anos anteriores. Cerca de um terço dessas pessoas vive na Etiópia, país em que 10,2 milhões de pessoas deverão demandar assistência em 2016, segundo as previsões. Há ainda um outro enfoque de meteorologistas, a reversão climática devido à troca do fenômeno El Niño pela ação a partir de agora do La Niña, um tema ainda sendo analisado dentro das previsões para o tempo no segundo semestre de 2016. O El Niño, que começou no início deste ano, foi classificado entre os três mais fortes das últimas três décadas. O fato trouxe impactos diretos nas condições do clima do Brasil e do mundo. O fenômeno já foi divulgado pela mídia como Super El Niño e atingiu o seu ápice entre os meses de outubro e dezembro passados. A partir de agora, a tendência é de enfraquecimento do El Niño, mas até a atmosfera responder a este resfriamento do oceano Pacífico equatorial, “muitas águas vão rolar”. Para 2016, o clima sinaliza muitas variações. Cada estação do ano terá a influência de um fenômeno diferente, cujas consequências serão completamente diferentes do que os produtores vivenciaram neste ano. Vamos ter de tudo, tanto por influência do El Niño quanto indicativos do La Niña a partir do segundo semestre. O produtor rural deve ficar atento, pois as condições de desenvolvimento das lavouras devem ser diferentes das observadas nos últimos anos.

| Há chances de inundações e de secas na substuição do El Niño pela La Niña ainda neste ano |




