Quando um casal se
forma, unem-se duas histórias diferentes. As duas pessoas podem até ser do
mesmo bairro e classe social, vir de uma mesma turma desde a infância, mas a
forma como foram educadas dentro de casa é única.
No dia a dia do
namoro e do casamento, as coisas se encaixam e a vida costuma seguir sem
maiores contratempos. É quando chegam os filhos que essas bagagens vêm mais à
tona e, eventualmente, causam divergências.
Em um mundo ideal, o casal teria conversado sobre
todos os aspectos da criação de sua futura prole, do dia do nascimento à
adolescência, antes de os filhos nascerem. Mas, na vida real, sabemos que não é
assim e que as questões são debatidas na medida da necessidade do dia a dia
mesmo.
De acordo com as
especialistas, não é proibido que o casal discorde – isso pode e vai acontecer,
já que cada um vai querer usar o modelo de criação de recebeu. “O que não pode
é divergir na frente da criança, um desautorizar quando o outro a está
orientando”, afirma a psicóloga Tatiana Oliveira Serra, que presta consultoria
e treinamento familiar. “A criança precisa construir uma referência de
autoridade em relação aos dois”.




