Tratar o pet como se fosse uma criança não é apenas um comportamento comum entre tutores apaixonados.
Segundo a psicanalista Jaqueline Bastos, essa relação aciona áreas do cérebro ligadas ao cuidado parental e ao afeto, como o sistema límbico, o córtex pré-frontal e o núcleo accumbens — as mesmas ativadas quando um adulto cuida de um filho, por exemplo.
O comportamento, de acordo com Bastos, está frequentemente ligado à necessidade de carinho e companhia, especialmente entre pessoas que não têm filhos, que passaram por perdas ou que vivem em contextos de solidão emocional.
“Os animais acabam representando uma fonte de amor incondicional e despertam nossos instintos protetores”, afirma.




