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Odebrecht põe à venda seus negócios de açúcar e etanol na região

No Estado de SP, o polo da empresa é composto pelas Unidades Alcídia e Conquista do Pontal

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Após fazer uma renegociação das dívidas no ano passado, o que incluiu o aporte de R$ 6 bilhões feito pela holding, a Odebrecht Agroindustrial pode estar caminhando para o seu fim. Segundo o jornalista Lauro Jardim, do O Globo:

“A Odebrecht está procurando um comprador para todas as suas operações (deficitárias, aliás) de açúcar e álcool no Brasil”.

Mesmo após a renegociação das dívidas, em julho de 2016, rumores afirmavam que a divisão poderia entrar com pedido de reestruturação judicial, o que foi negado pela companhia. Na ocasião, o grupo revelou a existência de um programa de venda de ativos, mas não confirmou se as usinas fariam parte. 

Mudança de nome

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Neste domingo a Folha de S. Paulo revelou que a Odebrecht estuda até mesmo mudar de nome. A reportagem questiona: “O que você faria se tivesse com a reputação no lixo, fosse considerada a empresa mais corrupta do mundo e tivesse que se reerguer em meio à maior recessão da história?”.

Há duas estratégias em discussão dentro da Odebrecht, segundo o jornal: usar uma marca única, e um dos possíveis novos nomes discutidos seria ODB ou criar nomes independentes para cada subsidiária.

Atualmente, a Odebrecht possui nove usinas no país, com capacidade de moagem total de 3,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. Para 2016/17, a meta da companhia era alcançar uma moagem de 30,7 milhões, com produção de 643 mil toneladas de açúcar e de 2,1 bilhões de litros de etanol.

Cesar Colleti

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