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‘Olho preguiçoso’: Conheça condição que pode causar perda de visão na infância

Conselho Brasileiro de Oftalmologia estima que de 2% a 3% dos pequenos no Brasil sejam atingidos pela Ambliopia, causada pela atrofia do nervo óptico

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Front view. Close right eye with your hand. Little boy checking his vision with new black glasses.
SBO recomenda que os responsáveis fiquem sempre atentos, já que as crianças frequentemente não percebem a baixa visão (Foto Arquivo)

 

Você sabe qual é uma das principais causas da perda de visão na infância? A Ambliopia, conhecida popularmente como “olho preguiçoso”, acomete de 2% a 3% dos pequenos no Brasil, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

A condição é causada pela atrofia do nervo óptico, aquele que conecta o olho ao cérebro. A boa notícia é que há tratamento — e o diagnóstico precoce, antes até dos 7 anos, pode fazer toda a diferença.

A Ambliopia pode ser provocada por uma série de fatores, que vão desde problemas oculares como glaucoma e neurite óptica, até condições congênitas, afirma a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO). No geral, pode ser qualquer condição que impeça o desenvolvimento adequado da visão.

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3 causas

Refrativa: Ocorre quando a criança que precisa de óculos não usa no início da infância;

Estrabísmica: Quando o cérebro aprende a ignorar o olho “torto”; e por

Privação: Quando a luz é impedida de atingir o olho, seja por conta de uma alteração na pálpebra (ptose), catarata congênita ou cicatrizes na córnea.

Como saber se meu filho tem a condição?

A SBO recomenda que os responsáveis fiquem sempre atentos, já que as crianças frequentemente não percebem a baixa visão.

Nesses casos, como a ambliopia é silenciosa, são necessários exames e consultas periódicas com oftalmologistas ao longo da infância.

Já nas primeiras 72 horas e ao longo dos três primeiros anos de vida, o pediatra pode fazer o “teste do reflexo vermelho”. Apesar disso, a primeira consulta com o oftalmologista deve ocorrer já entre os 6 e 12 meses. O retorno para nova avaliação deve ser entre os 3 e 5 anos.

A sociedade salienta que a periodicidade dependerá das alterações encontradas.

Como funciona o tratamento?

A SBO explica que, muitas vezes, apenas o uso de óculos não é suficiente, sendo necessário o uso de tempão ou colírio. Eles são usados no olho “bom”, fazendo com que o outro olho se desenvolva. Quando tratada, a condição é completamente reversível.

Por isso, fica o alerta: os resultados são menores quando o tratamento é iniciado em adolescentes de até 14 anos. O ideal é que o tratamento seja iniciado assim que a ambliopia for diagnosticada.

Fonte: O Globo