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OMS lança plano de ação global para a prática de atividades físicas

O plano de ação mostra como os países podem reduzir o sedentarismo em adultos e adolescentes em 15% até 2030

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A
Organização Mundial da Saúde (OMS) lança nesta segunda-feira, 04 de junho, um
plano de ação global em prol da atividade física. “Ser ativo é fundamental para
a saúde. Mas, no mundo moderno, isso tem se tornado mais e mais um desafio,
principalmente pelo fato das cidades e comunidades não serem projetadas de
forma correta”, disse o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Guebreyesus. “Precisamos
de líderes em todos os níveis para ajudar as pessoas a dar passos mais
saudáveis. Isso funciona melhor a nível municipal, onde grande parte da
responsabilidade recai em criar espaços mais saudáveis”, completou.

O plano de ação mostra como os países
podem reduzir o sedentarismo em adultos e adolescentes em 15% até 2030. O
documento recomenda ainda um total de 20 áreas de políticas que, combinadas,
visam criar sociedades mais ativas por meio de melhorias nos ambientes e em
oportunidades para pessoas de todas as idades e habilidades.

Dados da OMS indicam que, em todo o
mundo, um em cada cinco adultos e quatro em cada cinco adolescentes (11 a 17
anos) não praticam atividade física de forma suficiente. Meninas, mulheres,
adultos mais velhos, pessoas de baixa renda, com algum tipo de deficiência e
com doenças crônicas, além de populações marginalizadas e indígenas têm menos
oportunidade de serem ativos.

A atividade física regular, segundo a
organização, é chave para prevenir e tratar doenças não-transmissíveis como
doença do coração, derrame, diabetes e câncer de mama e de colo. O grupo
responde por 71% de todas as mortes registradas no mundo – incluindo a morte de
15 milhões de pessoas todos os anos com idade entre 30 e 70 anos.

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O sedentarismo, segundo dados da OMS,
representa custos estimados da ordem de US$ 54 bilhões no atendimento à saúde,
dos quais 57% são registrados na rede pública de atendimento, além de US$ 14
bilhões atribuídos à perda de produtividade. “Você não precisa ser um atleta
profissional para escolher ser ativo. Usar as escadas no lugar do elevador faz
a diferença. Ou caminhar ou andar de bicicleta no lugar de dirigir até a
padaria mais próxima. São as escolhas que fazemos em cada um de todos os nossos
dias que nos mantêm saudáveis”, pontuou o diretor-geral.

Cesar Colleti

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