sexta-feira, 19 jun 2026 ⛅ Franca/SP 13°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

Onda de calor deve diminuir em fevereiro em todo o país, segundo Inmet

Tempo quente no Sudeste é consequência do bloqueio da frente fria que vinha do Sul

Compartilhar

As ondas de calor
registradas neste verão devem arrefecer em fevereiro. A previsão é do Instituto
Nacional de Meteorologia (Inmet).

Segundo técnicos do
órgão, os fatores que levaram à elevação da temperatura no mês passado,
especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, perderão influência e as
próximas semanas devem ser marcadas por temperaturas altas, mas dentro das
médias históricas.

Segundo o meteorologista Mamedes Luiz Melo, o tempo quente no
Sudeste é consequência do bloqueio da frente fria que vinha do Sul e que
normalmente provocava chuvas na região. Entretanto, esse bloqueio tende a
perder força neste fim de semana, facilitando as chuvas e, consequentemente,
temperaturas mais amenas.

Nesta semana, o Rio de Janeiro chegu a bater mais de 40°C, com
sensação térmica de 46ºC. O mês de janeiro foi recorde em temperaturas elevadas
na capital fluminense e no estado do Rio de Janeiro, com média de 37,4ºC,
superando as médias máximas encontradas em janeiro de 1984 (36,4ºC) e de 2014
(36,7ºC), que eram as mais altas até hoje.

Continua depois da publicidade

No estado do Rio de
Janeiro, as médias de temperatura máxima no primeiro mês do ano foram
observadas em Santa Cruz e Seropédica (37,4ºC), Rio Bonito (37,3ºC) e Realengo
(37,2ºC). Em todos esses lugares, a média ficou em torno de quatro pontos acima
do esperado.

Em Brasília, por exemplo, janeiro foi o terceiro mês com menos
chuva desde o início da medição, em 1961, logo após a criação da cidade,
segundo dados do Inmet. A média foi de 74,3 milímetros, menos da metade do ano
anterior, quando ficou em 150,6 milímetros. O índice foi apenas 18% do
registrado em 2016, que ficou em 400 milímetros.

Já no tocante à temperatura, a máxima de janeiro na capital
federal foi de 31,4ºC. O registro foi maior do que o ano anterior (30,9ºC), mas
um pouco inferior a 2017, quando a máxima chegou a 32,2ºC. Na temperatura
média, a comparação entre os anos também mostra grande calor em janeiro de
2019, mas ainda abaixo da média de 2017.

Consumo de bebidas

Em janeiro, as condições climáticas levaram os consumidores a
bater recordes de uso de energia em quatro vezes dentro de duas semanas,
segundo o Sistema Interligado Nacional (SIM) .

As altas temperaturas também foram percebidas por impactos na
economia, como no aumento do consumo de bebidas.

Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras)
revela que a aposta de vendas para o verão, no setor de bebidas, é de aumento
de 12,9% para a cerveja. Em seguida, aparecem refrigerantes, com crescimento
das vendas no período de 12,7%, acompanhada por água mineral, com 12,6%; chá
líquido (12,4 %); espumante (11,9%); suco (10,9%); e água de coco (10%).

A pesquisa foi realizada entre os dias 4 de setembro e 5 de
outubro de 2018, com participação de 102 empresas de todo o país. Para o verão
de 2019, 48% dos supermercadistas apostam em estabilidade nas vendas, enquanto
45% projetam vendas maiores e 7% preveem queda.

Notícia falsa

As temperaturas elevadas foram aproveitadas para a disseminação
de desinformação. Mensagens circularam alegando que em fevereiro haveria uma
forte onda de calor. Com base nas previsões do órgão de amenização das
sensações térmicas, o Instituto Nacional de Meteorologia divulgou uma nota
esclarecendo que esses conteúdos não têm base.

Segundo o órgão, o texto veiculado recentemente nas redes
sociais “não possui qualquer fundamento técnico/científico e nenhuma base de
estudo ou pesquisa climatológica ou de previsão climática”.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região