A Corregedoria Geral da Administração (CGA), do Estado de São Paulo, e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, deflagraram nesta quarta-feira, 31 de janeiro, a Operação Medlecy 2, que prendeu nove pessoas investigadas por desviar medicamento de alto custo para o tratamento de câncer, entre eles, um servidor público. Os acusados serão indiciados por organização criminosa, crime contra a saúde pública e receptação dolosa qualificada.
Foram cumpridos nove mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em São Paulo (Araraquara, Bauru, Guarulhos, Osasco e São Paulo), Goiás (Goiânia), Espírito Santo (Colatina) e Distrito Federal (Brasília).
A operação foi coordenada pelo presidente da Corregedoria, Ivan Agostinho e pelo procurador do Ministério Público, Mario Sarrubo. “Com essa ação conjunta da CGA e do Gaeco, conseguimos descobrir um esquema de uso indevido de medicamentos de alto custo. Após a operação em 2016, verificamos que desvios de medicamentos também tinham ocorrido no estoque de dois hospitais do Estado”, declarou Agostinho.
A operação é desdobramento das investigações iniciadas pelo Gaeco/Bauru em abril de 2015, que apurou a atuação de um grupo criminoso que estaria obtendo medicamentos de alto custo de origem ilícita (furto, roubo e desvio de órgão público) para, em seguida, por meio de empresas de fachada, promover a venda desses medicamentos a clínicas e hospitais. As vendas eram realizadas pelo escritório sediado em Bauru, onde inclusive atuavam os líderes da organização.




