Os vereadores da base de oposição estão articulando, na Câmara Municipal, a rejeição do projeto de lei de autoria do Poder Executivo que prevê mudanças na legislação que rege o parcelamento de solo em Franca.
A motivação para isso não é somente política, mas há uma preocupação geral quanto a supostos interesses mascarados na aprovação do projeto, como de empreiteiras que possam precisar das alterações para investir em empreendimentos em Franca.
A desconfiança aumentou depois que o vereador Nirley de Souza (PP) disse, na sessão da semana retrasada, que houve uma reunião de representantes de uma empreiteira com o prefeito Gilson de Souza (DEM). A pauta teria sido justamente a pressa do Executivo na aprovação do projeto.
A mudança poderá proporcionar a construção de casas para um público com renda até R$ 2,6 mil, a chamada faixa 1,5 do programa Minha Casa, Minha Vida, ao invés dos R$ 1,8 mil atuais.
Os vereadores está protelando a votação do projeto, que foi adiado na semana passada por três sessões e não entrou na pauta em regime de urgência nesta terça-feira, já que a pressa do Executivo é tanta que nem realizou audiência pública para discutir o tema, o que é obrigatório por lei.
Um vereador que já cogita não aprovar o projeto disse que “as coisas não estão muito claras” e que “não há interesse popular no projeto, mas somente particulares”. E segundo ele, não está sozinho. “Pelo menos cinco ou seis vereadores não estão olhando isso com bons olhos”, confidenciou.



