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“Oriki Orixá – Tem um Passado no Nosso Presente” estreia neste sábado, 5

Espetáculo será apresentado gratuitamente a partir das 20h, no Teatro do Sesi de Franca

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Representações marcantes para a formação da cultura e da religiosidade do povo brasileiro e de cidades como Salvador (Bahia) e Recife (Pernambuco), que também espelham a cultura de outros países e cidades do mundo como Havana (Cuba). As histórias tradicionais dos orixás compõem o enredo do espetáculo Oriki Orixá – Tem um Passado no Nosso Presente, que estreia no Sesi Franca no próximo sábado, 5, às 20h.  A temporada terá seis apresentações, todas gratuitas, e se encerra no dia 20 de novembro. 

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Ainda pouco conhecida na região sudeste, apesar de ser bastante disseminada na cultura popular da região, as histórias dos orixás relembram o Brasil de suas raízes afro. O espetáculo também é uma oportunidade de refletir sobre um passado de exploração e produção escravista, relacionando-o com a realidade contemporânea.  A trama é inspirada em histórias da cultura afro-brasileira e afro-cubana compiladas em diversas obras por P. Verger, L. M. Núñez e S. Stone no livro Santeria Stories.

A peça faz parte do trabalho coletivo do Núcleo de Artes Cênicas (NAC) do Sesi Franca, sob direção de Marina Madeira, orientadora de Artes Cênicas do Sesi-SP, e está dentro da programação do Cena Livre, temporada de espetáculos dos NACs que traz Mito e Realidade como tema.

Assim como nas temporadas passadas, a quinta edição temática do Cena Livre retoma esse espírito de liberdade e experimentação que só o teatro interdisciplinar pode oferecer. “É uma oportunidade única para o público, tão acostumado a ver espetáculos prontos, de ter uma visão sobre um teatro mais genuíno, identificando suas peculiaridades e o seu desenvolvimento”, explica Anna Polistchuk, analista de Atividades Culturais do Sesi-SP.

Cena Livre 2016

Espalhados por 17 cidades do Estado de São Paulo, os 21 NACs receberam este ano a missão de transformar Mito e Realidade, tema escolhido pela equipe para as pesquisas de 2016, em narrativas teatrais inéditas, em mais de 90 apresentações, todas gratuitas e com reservas disponíveis pelo sistema Meu Sesi (http://www.sesisp.org.br/meu-sesi). 

As 21 peças contam o fim de um ciclo iniciado há quase um ano no módulo Múltiplas Linguagens do Curso Livre de Iniciação Teatral do Sesi-SP. O módulo, voltado para alunos com mais de 18 anos, propõe um aprofundamento do aluno na linguagem teatral a partir do estudo de diferentes técnicas e do processo de montagem.

Os 525 alunos não são apenas atores como também auxiliam na construção dos enredos e dos personagens, na idealização dos figurinos e dos cenários e em toda a produção dos espetáculos, tudo sob o olhar apurado dos orientadores de artes cênicas do SESI-SP. Além da direção da montagem, esses profissionais são responsáveis por juntar as ideias que surgem durante os encontros semanais, captar algo cenicamente interessante e depois compor um espetáculo que tenha unicidade. 

Além desse processo gradual de criação de um espetáculo a partir de exercícios propostos em aula, os alunos também participam de uma série de atividades pedagógicas como seminários, leitura de livros e oficinas. Eles realizam a montagem em sua unidade do Sesi-SP de origem, mas também têm a oportunidade de encená-la em outros teatros da organização.

Apesar do tema em comum, os 21 grupos buscaram referências em fontes diversas, da representação do mito do escritor francês Roland Barthes até o estudo mitológico de diferentes povos e culturas. No decorrer destas pesquisas, surgiram espetáculos heterogêneos que fogem dos estereótipos dos mitos e trazem à tona as investigações sobre os indivíduos e a figura do mito no contexto atual. Nesta reinvenção, não faltaram assuntos presentes nos ciclos de discussão da sociedade brasileira como política, feminismo e preconceito, criando assim a conexão do mito com a realidade. 

O Cena Livre surgiu em 2012, quando as produções utilizaram a obra de Nelson Rodrigues (1912-1980). No ano seguinte, o tema proposto foi Brasilidade, em 2014, Memória e Cidade, e em 2015, Histórias Fantásticas. A convergência temática cria uma pesquisa comum nos NACs, respeitando as características e os interesses de cada grupo.

Oriki Orixá – Tem um Passado no Nosso Presente

Não recomendado para menores de 12 anos                                                                                                 

Tema: Cultura Afro-brasileira | Conteúdo: Histórias dos Orixás, escravidão e suas relações com a realidade contemporânea

Teatro, Juvenil/Adulto, 60 min.

Núcleo de Artes Cênicas do SesiFranca

Direção: Marina Madeira| Elenco: Camila Maia, Camila Souza, Júnior Cesar Lucio, Léia de Oliveira, Maria Laura de Almeida Rocha, Maria Tereza Xavier e Thiago Santos | Contra-regragem: Marina Madeira e Hewerthon Moura | Iluminação: Hélio Simões | Sonoplastia: Grupo Múltiplas Linguagens| Consultoria em Cultura Afro: Ilê Axé Ewè D’Oloba e Onira | Coreografia e Figurinos: Suelen Lima | Preparação Musical: Marina Madeira e Mãe Oxum Olobá | Produção e Cenografia: Núcleo de Artes Cênicas do SESI Franca e grupo Múltiplas Linguagens | Colaboração: Elias Blacklas

O espetáculo será encenado neste sábado, 5, às 20h.

Os ingressos podem ser reservados pelo Meu Sesi no http://www.sesisp.org.br/meu-sesi. A programação completa pode ser conferida no http://www.sesisp.org.br/cultura/teatro/oriki-orixa-tem-um-passado-no-nosso-presente.html.   

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