Desde a última quarta-feira, 16, o cafezinho do francano está
custando mais caro. Isso porque as padarias reajustaram os preços do pão
francês na cidade: o aumento teve variação de 8 a 11%, segundo
o Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria de Franca e região
(Sinpafran). Foram mais de 13 meses sem aumentar o produto. Entre as
justificativas para o reajuste está o aumento dos trabalhadores, das embalagens
dentre outros, revelou o presidente da entidade, Augustinho Juliatti.
Juliatti revela que o governo federal, através da
ministra, Kátia Abreu da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
assinou portaria recentemente que reajustou o preço mínimo do trigo e do café
para safra deste ano e do próximo. Isso fez com que os produtos tivessem
aumento entre 10% e 15%.
O trigo tornou-se mais um vilão para o
segmento da indústria de panificação, pois, à medida que baixam os estoques dos
moinhos, novas sacas já chegam com o preço reajustado e o aumento do custo da
matéria-prima encarece toda a cadeia do pão.
“A matéria-prima comprada pelas
padarias já tem chegado com um aumento entre 3% a 4%. Entre fevereiro e março
já tivemos uma alta e em setembro tivemos outro reajuste no preço do trigo,
obrigando as indústrias da panificação a repassarem o aumento. Mas ao contrário
de outras regiões, Franca não aumentou o preço do pão e seus derivados”,
informou.
Com o reajuste que variou entre 8 a 11% o
preço do quilo do pão em Franca passou a ter uma variação de R$ 10,69 a R$
13,87.
Ele recorda que, até o início de setembro,
mesmo com a alta do dólar, dos insumos e dos impostos, a indústria da
panificação e confeitaria da região estava mantendo o preço do pão francês
devido ao bom estoque de trigo por parte dos moinhos que fornecem a farinha
para as empresas do segmento. “Agora, com o fim desse estoque, ficou impossível
segurar o reajuste”, detalhou.
Augustinho Juliatti acrescentou ainda que outros insumos
como óleo, açúcar, fermento e embalagens também ficaram mais caros e as
indústrias da panificação, principalmente, aquelas que trabalham com a parte de
confeitaria, tiveram de reajustar esses produtos em até 10%. Também, em
setembro, o Sinpafran deu aos trabalhadores aumento em torno de 10%. O aumento
deverá envolver mais de 180 pontos de distribuição entre padarias e padarias em
supermercados.



